quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A voz da lonjura

Ao meu irmão Sebastião da Silva

Tão depressa sumiu-se o precioso
Tempo de meninice, a fase tão bela
Que o brilho se acendeu daquela estrela
Que te mostrou o caminho venturoso.

Ilusões que cruzaram teus destinos
Todas se encontraram no teu caminho
Como nuvens fugitivas, em bandos
Foram-se todas, com um arminho.

Sorteado! A vida a te veio correndo
Hoje ela mora na casa da bondade
Onde aos poucos vai construindo!

Seu semblante alegre, teu olhar demorado
Fazem lembrar tardes de saudade
A luz brilhante d’um olhar profundo.

Domingos Barbosa da Silva
11.04.07

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